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Quanto Rende 2 Milhões na Poupança em 2026 — e Onde Rende Muito Mais

6 de abril de 2026• Atualizado em junho/2026•12 min de leitura•Adriano FreireAdriano Freire• Assessor ANCORD
Quanto rende 2 milhões na poupança em 2026 — comparativo poupança, CDB, LCI e Tesouro Selic com Selic a 14,25%

Resposta direta

R$ 2 milhões na poupança rendem R$ 123.400/ano ou R$ 10.283/mês em 2026 — com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% a.a. (taxa fixa que não acompanha a Selic). A poupança é isenta de IR para pessoas físicas. No CDB 100% CDI, o mesmo valor rende R$ 19.456/mês líquidos por mês; e a melhor alternativa, a LCI 90% CDI, rende R$ 254.700/ano ou R$ 21.225/mês — R$ 10.942 a mais por mês, sem pagar IR. Em 10 anos, essa diferença acumula quase R$ 3 milhões.

R$ 2 milhões é o patrimônio que muitos brasileiros sonham em acumular. É o número que gera uma renda passiva confortável — ou deveria gerar. O problema é que na poupança, esse patrimônio rende R$ 131.300 a menos por ano do que em alternativas igualmente protegidas pelo FGC. Este artigo traz os cálculos completos, a tabela comparativa, a estratégia de distribuição para cobrir R$ 2 milhões com o FGC e a diferença que se acumula em 5 e 10 anos.

Aviso legal: Este conteúdo é exclusivamente educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer produto. Elaborado por Adriano Freire, Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD nº 50352. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.

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O que você vai ver neste artigo:

  • Quanto rende exatamente R$ 2 milhões em cada produto — por ano e por mês
  • Tabela completa: Poupança vs CDB vs LCI/LCA vs Tesouro Selic
  • Por que a poupança rende menos (teto de 0,5% ao mês, desde 2012)
  • Simulação em 5 e 10 anos: o custo real de ficar na poupança
  • FGC: como distribuir R$ 2 milhões com cobertura total
  • Onde investir com liquidez, proteção e rendimento superior

O rendimento exato de R$ 2 milhões em cada produto (junho 2026)

Os dados abaixo usam as taxas oficiais do Banco Central e do IBGE em vigor em junho de 2026: Selic a 14,25% ao ano, CDI a 14,15% ao ano e IPCA acumulado de 5,48% nos últimos 12 meses. Os valores líquidos consideram o IR regressivo para 12 meses (alíquota de 17,5% sobre o rendimento) onde aplicável.

ProdutoTaxa bruta a.a.Rendimento bruto/anoIR pagoRendimento líquido/anoRenda mensal líquida
Poupança(0,5%/mês + TR)6,17%R$ 123.400IsentoR$ 123.400R$ 10.283
CDB 100% CDI14,15%R$ 283.000R$ 49.525R$ 233.475R$ 19.456
LCI 90% CDI(isenta IR)12,735%R$ 254.700IsentoR$ 254.700R$ 21.225
LCA 90% CDI(isenta IR)12,735%R$ 254.700IsentoR$ 254.700R$ 21.225
Tesouro Selic(−0,20% custódia)14,05%R$ 281.000R$ 49.175R$ 231.825R$ 19.319

Nota metodológica: IR calculado à alíquota de 17,5% (prazo de 361–720 dias) sobre o rendimento bruto. LCI e LCA isentas de IR pela legislação vigente (Lei 11.033/2004 e regulamentações do CMN). Taxa do Tesouro Selic considera a Selic de 14,25% a.a. menos a taxa de custódia da B3 de 0,20% a.a. (cobrada sobre patrimônios acima de R$ 10 mil) = 14,05% bruto. Poupança = 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% a.a. (taxa fixa quando a Selic está acima de 8,5%; TR ≈ 0 em 2026). Dados: BCB, IBGE, B3.

Por que a poupança sempre fica para trás quando os juros sobem

A poupança passou por uma mudança estrutural em 4 de maio de 2012 — data que poucos investidores conhecem, mas que mudou o rendimento de toda conta poupança nova no Brasil. Até então, a regra era simples: 0,5% ao mês + TR, equivalente a aproximadamente 6,17% ao ano. Esse número era fixo, independente da Selic.

O problema surgiu quando a Selic caiu tanto que ficou abaixo de 6,17% ao ano — a poupança passaria a render mais que o Tesouro Selic, o que criaria um fluxo absurdo de recursos do governo para as contas de poupança. O governo então mudou a regra para as poupanças abertas após essa data:

Poupança nova (depósitos após 04/05/2012):

  • Se Selic > 8,5% ao ano: rende 70% da Selic + TR
  • Se Selic <= 8,5% ao ano: rende 0,5% ao mês + TR (≈ 6,17% a.a.)

Poupança antiga (depósitos antes de 04/05/2012): sempre 0,5% ao mês + TR.

Com a Selic em 14,25% ao ano — muito acima dos 8,5% de gatilho — a poupança nova rende apenas 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% ao ano, uma taxa fixa que não acompanha a Selic: ela não muda quando a Selic vai de 14,25% para 14,00%, por exemplo. A regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic está em 8,5% ou menos. Para cada R$ 2 milhões, essa diferença representa R$ 161.600 a menos por ano em comparação com um produto que siga a Selic integral (como o CDB 100% CDI ou o Tesouro Selic).

Mesmo comparando poupança (isenta de IR) com CDB 100% CDI (sujeito a IR de 17,5% em 12 meses), o CDB ainda entrega R$ 110.075 a mais por ano — porque a taxa fixa de 6,17% da poupança fica muito abaixo do rendimento líquido do CDB.

Histórico da regra da poupança: por que ela sempre perde com Selic alta
PeríodoSelic vigentePoupança novaDesconto vs Selic
2012–2013 (queda inicial)7,25%5,08% (70% — Selic ≤ 8,5%)–30,0%
2015–2016 (ciclo de alta)14,25%6,17% (teto 0,5%/mês)–56,7%
2021 (Selic baixíssima)2,75%1,93% (70% — Selic ≤ 8,5%)–30,0%
2022–2023 (ciclo de alta)13,75%6,17% (teto 0,5%/mês)–55,1%
Junho 2026 (atual)14,25%6,17% (teto 0,5%/mês)–56,7%

A conclusão é direta: quando a Selic está acima de 8,5%, a poupança fica travada em 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% ao ano e não acompanha a alta dos juros — quanto maior a Selic, maior a defasagem. E, historicamente, a Selic brasileira fica na maior parte do tempo acima desse patamar — tornando a poupança estruturalmente desvantajosa para patrimônios a partir de qualquer valor que justifique o mínimo de atenção financeira.

O custo de ficar na poupança: simulação em 5 e 10 anos

O maior dano da poupança não aparece em um mês — aparece na acumulação. Juros compostos amplificam qualquer diferença de taxa de forma exponencial. Veja o que acontece com R$ 2 milhões ao longo de 5 e 10 anos, assumindo as taxas atuais sem aportes adicionais:

Simulação de crescimento patrimonial: R$ 2 milhões, sem aportes, juros compostos anuais
ProdutoTaxa líquida a.a.Patrimônio em 5 anosPatrimônio em 10 anosDiferença vs poupança (10 anos)
Poupança6,17%R$ 2.698.000R$ 3.639.000—
CDB 100% CDI~11,7%R$ 3.430.000R$ 6.024.000+R$ 2.385.000
LCI 90% CDI (isenta)12,735%R$ 3.641.500R$ 6.630.000+R$ 2.991.000
Tesouro Selic~11,6%R$ 3.400.000R$ 5.984.000+R$ 2.345.000

O custo invisível da poupança em 10 anos

Manter R$ 2 milhões na poupança por 10 anos, em vez de LCI 90% CDI, representa uma diferença acumulada de quase R$ 3 milhões em patrimônio — assumindo taxas atuais constantes. Mesmo em cenários de Selic mais baixa (10% a.a.), a LCI ainda supera a poupança em mais de R$ 1 milhão no mesmo período.

Importante: as simulações acima assumem taxas constantes e reinvestimento dos rendimentos, o que é uma simplificação. Na prática, a Selic muda ao longo do tempo — o COPOM se reúne a cada 45 dias. Mas o padrão estrutural permanece: enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança fica travada em 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% ao ano — sem acompanhar a Selic —, e produtos como CDB e LCI sempre terão vantagem líquida sobre ela.

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Para quem a poupança ainda faz sentido? Uma análise honesta

Existe uma narrativa de que a poupança "é para quem não entende de investimentos." Isso é simplista. Há situações específicas em que a poupança tem vantagens reais — mas nenhuma delas se aplica a quem já tem R$ 2 milhões acumulados. Veja o cenário com honestidade:

Quando a poupança tem alguma lógica

  • Primeiros passos: quem está aprendendo e ainda tem menos de R$ 1.000 — a simplicidade reduz barreiras de entrada
  • Financiamento imobiliário: clientes da Caixa com saldo poupança podem ter condições especiais em alguns contratos
  • Acesso imediato no banco físico: para idosos sem acesso digital, a poupança tem a menor fricção operacional
  • Selic abaixo de 8,5%: nesse cenário, a poupança rende 0,5%/mês = 6,17% — pode ser competitiva vs CDB de banco grande

Quando a poupança não faz sentido (quase sempre)

  • Qualquer valor acima de R$ 5.000: CDB com liquidez diária em corretoras como XP, Nubank, Inter paga 100% CDI — melhor e com mesma facilidade
  • Com a Selic acima de 8,5%: a poupança perde 30% do rendimento por definição legal
  • Para reserva de emergência: Tesouro Selic ou CDB liquidez diária 100% CDI rendem mais e têm acesso igualmente rápido
  • Para investimento de médio/longo prazo: LCI e LCA isentas de IR superam a poupança com margem expressiva

Com R$ 2 milhões, não existe nenhum argumento técnico para manter o dinheiro na poupança. A diferença mensal de R$ 10.942 para a LCI equivale a vários salários médios brasileiros — perdidos todo mês por inércia.

Onde investir R$ 2 milhões com rendimento superior e proteção adequada

O objetivo com R$ 2 milhões não é especular — é preservar o poder de compra, extrair renda mensal e manter liquidez suficiente para emergências. Os produtos a seguir atendem esse perfil:

CDB com liquidez diária (reserva de emergência)

Para a parcela de liquidez imediata — recomendamos entre 10% e 20% do patrimônio (R$ 200 a 400 mil) — o CDB com liquidez diária a 100% CDI é o substituto direto da poupança. Nubank, Inter, C6 e PicPay oferecem essa modalidade sem carência, com acesso no dia útil seguinte (D+1). Rendimento líquido em 12 meses: aproximadamente R$ 19.456 por R$ 2 milhões, ou R$ 1.946 por R$ 200 mil.

Para quem quer liquidez e deseja um produto do Tesouro Nacional, o Tesouro Selic oferece liquidez diária com resgate em D+1 — e com a vantagem de não ter risco de crédito bancário (é dívida do governo federal).

LCI e LCA (médio prazo, isenta de IR)

Para o núcleo do patrimônio — entre 40% e 60% do total — LCI e LCA com prazo de 12 a 24 meses oferecem a melhor combinação de rendimento líquido e proteção do FGC. Uma LCI a 90% do CDI paga 12,735% ao ano isento de IR — equivalente a um CDB pagando 15,44% bruto para alguém no prazo de 12 meses (usando a fórmula de equivalência: 12,735% ÷ 0,825 = 15,44%).

O único cuidado: LCI e LCA têm carência mínima. Pela regulação do CMN vigente, LCIs com vencimento até 12 meses têm carência de 12 meses — você não resgata antes do prazo. Por isso, aloque nesse produto apenas a parte do patrimônio que você tem certeza que não precisará no curto prazo.

Tesouro IPCA+ (proteção de longo prazo)

Para a parcela de longo prazo (10+ anos), o Tesouro IPCA+ com taxas acima de IPCA+ 7% ao ano oferece proteção real contra a inflação — algo que a poupança e o CDB pós-fixado não garantem se a inflação subir. Em junho de 2026, o Tesouro IPCA+ 2035 estava sendo negociado em torno de IPCA+ 7,5%, o que representa uma trava de rendimento real relevante para quem pensa em 10 ou 15 anos.

FGC: como distribuir R$ 2 milhões com cobertura real

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que cobre depósitos e investimentos bancários em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial de uma instituição financeira. Ele cobre CDB, LCI, LCA, poupança e outros produtos.

Os limites em vigor são:

  • R$ 250.000 por CPF por instituição financeira (conglomerado) — cobertos integralmente em caso de quebra
  • R$ 1.000.000 por CPF no período de 4 anos — teto global do FGC independente de quantas instituições
  • Produtos do governo (Tesouro Direto) e fundos de investimento não são cobertos pelo FGC — têm proteção pelo próprio emissor (Tesouro Nacional) ou pela segregação patrimonial do fundo

Para R$ 2 milhões com cobertura máxima do FGC, a estratégia de distribuição é:

InstituiçãoValor alocadoProduto sugeridoCobertura FGC
Banco A (grande)R$ 250.000CDB liquidez diária 100% CDIR$ 250.000
Banco B (médio)R$ 250.000LCI 90–95% CDI — 12 mesesR$ 250.000
Banco C (médio)R$ 250.000LCI 90–95% CDI — 12 mesesR$ 250.000
Banco D (médio)R$ 250.000LCA 90% CDI — 12 mesesR$ 250.000
Banco E (médio)R$ 250.000CDB 110% CDI — 24 mesesR$ 250.000
Banco F (médio)R$ 250.000CDB 110% CDI — 24 mesesR$ 250.000
Banco G (médio)R$ 250.000LCI 90% CDI — 12 mesesR$ 250.000
Banco H (médio)R$ 250.000LCA 90% CDI — 24 mesesR$ 250.000
TotalR$ 2.000.000Distribuído em 8 instituiçõesR$ 2.000.000

Atenção ao teto global: o FGC cobre até R$ 1 milhão por CPF em um período de 4 anos. Se você já utilizou cobertura em outros eventos, o saldo disponível pode ser menor. Verifique na fgc.org.br o limite disponível para o seu CPF.

Para a parcela que exceder o teto do FGC ou que você quiser sem nenhum risco de crédito bancário, o Tesouro Selic é a alternativa: emissor é o Governo Federal, não existe limite de cobertura e o rendimento é a Selic cheia (menos IR e taxa de custódia de 0,2% a.a. acima de R$ 10 mil).

Estratégia prática: como reorganizar R$ 2 milhões saindo da poupança

Se você tem R$ 2 milhões na poupança e quer migrar, o processo pode ser feito em etapas para não abrir mão de liquidez de uma vez:

1

Mantenha 10% (R$ 200 mil) em CDB liquidez diária 100% CDI

Esse é o seu fundo de emergência. Fica disponível a qualquer momento. Escolha um banco com app fácil e já ganha mais que a poupança desde o primeiro dia.

2

Aloque 60% (R$ 1,2 milhão) em LCI/LCA de 12–24 meses

Distribua R$ 250 mil em cada instituição (5 bancos) para cobertura total do FGC. Procure LCI/LCA a 90–95% do CDI — emitidas por bancos médios ou digitais via plataformas como XP, Rico, Easynvest.

3

Aloque 20% (R$ 400 mil) em CDB 110–120% CDI de 24 meses

Bancos médios com rating adequado oferecem essa remuneração. Com IR de 15% em 24 meses, o rendimento líquido ainda supera LCI de 90% CDI em prazo mais longo.

4

Aloque 10% (R$ 200 mil) em Tesouro IPCA+ para longo prazo

Para proteção real da inflação no horizonte de 10+ anos, IPCA+ 7,5% ao ano é uma trava relevante. Não tem risco FGC — é dívida do governo federal.

Essa alocação gera, nas taxas de junho de 2026, uma renda mensal líquida estimada entre R$ 19.800 e R$ 20.800 — contra os R$ 10.283 da poupança. A diferença de R$ 9.500–10.500 por mês, com o mesmo nível de proteção e praticidade.

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Perguntas frequentes sobre R$ 2 milhões na poupança

Quanto rende R$ 2 milhões na poupança por mês em 2026?+
Com a Selic a 14,25% ao ano em junho de 2026 (acima do gatilho de 8,5%), a poupança rende 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% ao ano — taxa fixa que não acompanha a Selic. Sobre R$ 2 milhões, isso equivale a R$ 123.400 por ano ou R$ 10.283 por mês. A poupança é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Qual investimento rende mais que a poupança para R$ 2 milhões?+
Em 2026, com Selic a 14,25%, praticamente qualquer produto de renda fixa supera a poupança: CDB 100% CDI entrega R$ 19.456/mês líquidos, LCI 90% CDI entrega R$ 21.225/mês e Tesouro Selic entrega R$ 19.319/mês. A poupança rende apenas R$ 10.283/mês — a diferença para a LCI é R$ 10.942/mês.
Por que a poupança rende menos que o CDB e o Tesouro Direto?+
Desde maio de 2012, quando a Selic supera 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR (TR próxima de zero), o equivalente a cerca de 6,17% ao ano — uma taxa fixa que não sobe com a Selic. A regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic está em 8,5% ou menos. Com Selic a 14,25%, a poupança rende 6,17% ao ano, enquanto o CDB 100% CDI rende 14,15% bruto (cerca de 11,7% líquido de IR).
R$ 2 milhões na poupança tem proteção do FGC?+
Sim, mas com um limite importante. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira. Com R$ 2 milhões em uma única poupança, apenas R$ 250 mil têm cobertura. Para proteger o valor total, seria necessário distribuir os recursos em no mínimo 8 instituições diferentes (8 × R$ 250 mil = R$ 2 milhões).
Como distribuir R$ 2 milhões com cobertura total do FGC?+
Para cobertura integral, distribua R$ 250 mil em cada instituição — no mínimo 8 bancos ou corretoras diferentes. Prefira CDB ou LCI de bancos médios que pagam taxas superiores (110–120% CDI), pois o FGC cobre igualmente independente do tamanho do banco. O teto global do FGC por CPF é de R$ 1 milhão a cada 4 anos, então para R$ 2 milhões, verifique o saldo já utilizado.
LCI ou CDB: qual é melhor para R$ 2 milhões em 2026?+
Para 12 meses, a LCI 90% CDI (R$ 21.225/mês) supera o CDB 100% CDI (R$ 19.456/mês) pela isenção de IR. A diferença é R$ 1.769/mês. Para prazos acima de 24 meses, o CDB em bancos médios a 115–120% CDI pode superar a LCI de 90% CDI, pois mesmo com IR de 15%, a taxa bruta maior compensa. Use a fórmula de equivalência: taxa_LCI ÷ (1 – 0,175) = taxa_CDB_equivalente.
Quanto R$ 2 milhões na poupança rendem em 5 e 10 anos?+
Em 5 anos na poupança (6,17% a.a. em juros compostos), R$ 2 milhões chegam a aproximadamente R$ 2,70 milhões. Na LCI 90% CDI (12,735% a.a.), chegam a cerca de R$ 3,64 milhões. A diferença é de quase R$ 1 milhão em 5 anos. Em 10 anos, a diferença acumulada chega a quase R$ 3 milhões.
Qual a taxa atual da poupança em junho de 2026?+
Em junho de 2026, com a Selic a 14,25% ao ano (acima de 8,5%), a poupança rende 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial, que está próxima de zero), equivalente a cerca de 6,17% ao ano — uma taxa fixa que não acompanha a Selic. A regra dos 70% da Selic só se aplica quando a Selic está em 8,5% ou menos. Essa 'nova poupança' vale para depósitos feitos após 04/05/2012; depósitos anteriores seguem a mesma regra de 0,5% ao mês + TR.

Conclusão

R$ 2 milhões na poupança em 2026 rendem R$ 10.283/mês — um número expressivo em termos absolutos, mas que esconde uma perda silenciosa de R$ 10.942/mês em relação à LCI 90% CDI, a alternativa direta com o mesmo nível de proteção do FGC.

A poupança tem um mecanismo estrutural que a desvantaja sempre que a Selic supera 8,5%: ela fica travada em 0,5% ao mês + TR ≈ 6,17% ao ano e não acompanha a alta dos juros — um teto criado pela legislação de 2012. Com a Selic a 14,25%, essa diferença é especialmente grande.

Para quem tem R$ 2 milhões e quer maximizar a renda mensal com proteção adequada, a estratégia recomendada é distribuir os recursos em CDB com liquidez diária (reserva), LCI/LCA de 12–24 meses (núcleo de rendimento) e Tesouro Selic (parcela sem risco de crédito bancário). Com essa estrutura, é possível gerar entre R$ 19.800 e R$ 20.800 por mês — mantendo cobertura do FGC e liquidez razoável.

Use as calculadoras de CDB e LCI/LCA e Tesouro Direto do site para simular os valores exatos para o seu perfil — prazos, taxas e tributação calculados com os dados mais recentes do Banco Central.

Veja também

→ Quanto rende R$ 1 milhão por mês em 2026?→ Como montar uma carteira de investimentos do zero em 2026

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Adriano Freire - Assessor de Investimentos

Adriano Freire

Assessor de Investimentos | ANCORD nº 50352

Adriano Freire é Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários), com registro nº 50352. Especialista em educação financeira e assessoria personalizada sobre investimentos e mercado financeiro.

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Adriano Freire

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