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Conceitos Fundamentais•20/01/2026•9 min de leitura

O que é FGC e como protege seu dinheiro até R$ 250 mil

Entenda como funciona o Fundo Garantidor de Créditos, quais investimentos estão cobertos, limites de proteção e quando o FGC atua na prática.

Aviso Legal e Compliance

Este conteúdo é estritamente educacional sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Não constitui recomendação de investimento. O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos que garante créditos contra instituições associadas. Sempre consulte os regulamentos oficiais do FGC e avalie seu perfil de risco antes de investir. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

Adriano Freire atua como preposto da Autem Investimentos DTVM Ltda. CNPJ 31.588.423/0001-70 e BTG Pactual. Este material não substitui análise específica do seu caso. Ouvidoria BTG: 0800-722-0048.

Check Rápido: FGC em 3 pontos
1

Proteção até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, por instituição financeira, renovável a cada 4 anos

2

Cobre renda fixa como CDB, LCI, LCA, LC, LH e poupança em bancos associados

3

Não cobre ações, fundos, debêntures nem ativos de renda variável

O que é FGC?

O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada sem fins lucrativos criada em 1995 para proteger investidores de renda fixa caso uma instituição financeira quebre ou entre em liquidação.

Funciona como um "seguro" para seus investimentos em produtos de crédito: se o banco onde você investiu falir, o FGC devolve seu dinheiro até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ, por instituição.

Todos os bancos, cooperativas de crédito e financeiras autorizadas pelo Banco Central são obrigados a serem associados ao FGC e contribuir mensalmente com uma porcentagem dos depósitos para formar esse fundo de proteção.

Como funciona a proteção do FGC?

O FGC atua automaticamente quando uma instituição financeira associada entra em liquidação extrajudicial, falência ou sofre intervenção do Banco Central. Não é necessário solicitar o ressarcimento — o FGC localiza os investidores e inicia o pagamento.

Limites de cobertura (jan/2026)
Limite por CPF/instituiçãoR$ 250.000
Limite total por CPF (todas instituições)R$ 1.000.000
Renovação do limite de R$ 1 milhãoA cada 4 anos

Exemplo prático: Se você tem R$ 300 mil em CDB em um único banco e ele quebra, o FGC cobre apenas R$ 250 mil. Os R$ 50 mil restantes viram crédito na liquidação do banco (com chances reduzidas de recuperação). Por isso, para valores acima de R$ 250 mil, é fundamental diversificar entre diferentes instituições.

Quais investimentos o FGC protege?

O FGC cobre apenas produtos de crédito e depósitos em instituições financeiras associadas. Veja a lista completa:

Cobertos pelo FGC
CDB (Certificado de Depósito Bancário)
LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
LC (Letra de Câmbio)
LH (Letra Hipotecária)
Poupança
Depósitos à vista (conta corrente)
NÃO cobertos pelo FGC
Ações
Fundos de Investimento
Debêntures
Tesouro Direto
COE (Certificado de Operações Estruturadas)
Fundos Imobiliários (FIIs)
Criptomoedas

Quando o FGC atua na prática?

O FGC é acionado automaticamente em três situações específicas envolvendo instituições financeiras associadas:

1. Liquidação Extrajudicial
Quando o Banco Central decreta a liquidação da instituição financeira por irregularidades graves ou insolvência. O FGC inicia o ressarcimento dos investidores cobertos em até 60 dias.
2. Intervenção do Banco Central
Quando o BC assume temporariamente o controle da instituição para avaliar sua situação financeira. Se confirmada a insolvência, o FGC pode ser acionado.
3. Falência decretada
Quando há decretação judicial de falência da instituição financeira. Investidores com créditos cobertos recebem até R$ 250 mil por CPF do FGC prioritariamente.

Importante: O FGC não atua em casos de calote em operações normais (atrasos, inadimplência), apenas quando a própria instituição financeira quebra. Para investimentos sem FGC (como ações, debêntures), outros mecanismos de proteção devem ser considerados.

Estratégias de diversificação com FGC

Para maximizar a proteção do FGC, especialmente com valores acima de R$ 250 mil, é essencial diversificar entre diferentes instituições financeiras:

Exemplo: Como proteger R$ 500 mil com FGC
Banco A - CDB 100% CDIR$ 250.000
Cobertura FGC: 100% protegido
Banco B - LCI 90% CDIR$ 250.000
Cobertura FGC: 100% protegido
Total protegido pelo FGCR$ 500.000

Dicas para diversificação segura

  • •Nunca coloque mais de R$ 250 mil em uma única instituição financeira
  • •Verifique se a instituição é associada ao FGC antes de investir (consulte o site oficial fgc.org.br)
  • •Para valores acima de R$ 1 milhão, considere também Tesouro Direto (garantido pelo Tesouro Nacional)
  • •Monitore o rating das instituições onde investe (classificação de risco)

Erros comuns sobre o FGC

Erro #1: "O FGC cobre qualquer investimento"

Realidade: O FGC protege apenas produtos de crédito e depósitos em instituições financeiras. Ações, fundos, debêntures e Tesouro Direto não têm cobertura do FGC.

Erro #2: "R$ 250 mil é proteção vitalícia"

Realidade: O limite total de R$ 1 milhão (soma de todas as instituições) se renova a cada 4 anos. Não é cumulativo indefinidamente.

Erro #3: "Bancos grandes não quebram"

Realidade: Mesmo bancos grandes podem enfrentar problemas. O FGC existe justamente para dar segurança a todos os investidores, independente do tamanho da instituição.

Perguntas Frequentes sobre FGC

O FGC cobre fundos de investimento?
Não. O FGC não cobre fundos de investimento, nem mesmo fundos DI ou de renda fixa. A proteção é apenas para investimentos diretos em CDB, LCI, LCA, LC, LH e poupança.
Quanto tempo demora para receber do FGC?
O FGC tem até 60 dias após a decretação da liquidação extrajudicial para iniciar os pagamentos. Na prática, o processo pode levar de 2 a 6 meses dependendo da complexidade do caso.
Como sei se meu banco é associado ao FGC?
Consulte a lista oficial no site fgc.org.br. Todos os bancos comerciais, cooperativas de crédito e financeiras autorizadas pelo Banco Central são obrigadas a serem associadas ao FGC.
Preciso pagar algo para ter proteção do FGC?
Não. A contribuição para o FGC é feita pelas instituições financeiras associadas (0,0125% ao mês sobre os depósitos). O investidor não paga nada diretamente.
Se eu tiver R$ 300 mil no banco, quanto o FGC cobre?
O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF, por instituição. Os R$ 50 mil restantes entram como crédito na liquidação do banco, com chances reduzidas de recuperação total. Por isso, diversifique entre bancos diferentes.
Conta conjunta tem limite de R$ 250 mil ou R$ 500 mil?
Em contas conjuntas, o FGC garante R$ 250 mil por CPF titular. Se a conta tem 2 titulares, a proteção total é de R$ 500 mil (R$ 250 mil para cada CPF).
O Tesouro Direto tem proteção do FGC?
Não, o Tesouro Direto não tem proteção do FGC porque é garantido diretamente pelo Tesouro Nacional (Governo Federal), considerado o ativo mais seguro do país. Portanto, não precisa de FGC.
Posso ter mais de R$ 1 milhão protegido pelo FGC?
Sim, mas o limite é de R$ 1 milhão por período de 4 anos, renovável. Ou seja, se você espalhar R$ 250 mil em 4 bancos diferentes, terá R$ 1 milhão protegido. Após 4 anos, o limite se renova.
Conclusão: FGC como pilar de segurança

O FGC é um mecanismo essencial de proteção para investidores de renda fixa no Brasil, garantindo até R$ 250 mil por CPF, por instituição. Entender como funciona, quais investimentos são cobertos e como diversificar corretamente é fundamental para manter seu patrimônio seguro.

Próximo Passo

Agora que você entende a proteção do FGC, revisite seus investimentos atuais e verifique se está diversificando corretamente. Não concentre mais de R$ 250 mil em uma única instituição.

Adriano Freire - Assessor de Investimentos

Adriano Freire

Assessor de Investimentos | ANCORD nº 50352

Assessor credenciado pela ANCORD, vinculado à Autem Investimentos e BTG Pactual. Compartilho conteúdo educacional sobre investimentos e mercado financeiro.

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O que é FGC?Como funciona a proteçãoInvestimentos cobertosQuando o FGC atuaEstratégias de diversificaçãoErros comuns
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Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco ("Suitability"). Os riscos dos títulos de renda fixa estão na capacidade do emissor (risco de crédito); na impossibilidade de venda ou na ausência de interessados em adquiri-los (risco de liquidez); e na possibilidade de variação das taxas e indexadores (risco de mercado). Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno. Retornos passados não garantem retornos futuros.

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O investimento em ações é um investimento de risco e rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

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