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O que é CDB e como funciona: guia completo para iniciantes

Entenda o Certificado de Depósito Bancário, como ele funciona, tipos, rentabilidade e quando faz sentido investir

Atualizado em 15/01/2026•10 min de leitura

Aviso educacional: Este artigo tem finalidade exclusivamente educacional e não constitui recomendação de investimento. Os valores e simulações apresentados utilizam taxas de janeiro/2026 (Selic 15%, CDI 14,32%) e podem variar. A rentabilidade de CDBs depende do emissor, prazo e percentual do CDI oferecido. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos para análise personalizada.

Adriano Freire é Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD (nº 50352). Especialista em educação financeira e assessoria personalizada sobre investimentos.

Neste artigo

  • O que é CDB e por que importa
  • Como funciona na prática
  • Tipos de CDB
  • Rentabilidade e quanto rende
  • Quando faz sentido investir em CDB
  • Custos, IR e riscos
  • Check rápido
  • FAQ

O que é CDB e por que importa

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Na prática, é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Quando você investe em CDB, está emprestando dinheiro ao banco. Em troca, o banco se compromete a devolver o valor com juros no futuro.

Pense no CDB como se você fosse o banco: você "empresta" dinheiro e recebe de volta com rendimento. A diferença é que você está do lado de quem recebe juros, não de quem paga. É uma das formas mais comuns de investir em renda fixa no Brasil.

Por que o CDB importa? Porque oferece rentabilidade superior à poupança, tem proteção do FGC (até R$ 250 mil) e é acessível para quem está começando. Com Selic a 15% (jan/2026), CDBs bem escolhidos podem render 14% a 15% ao ano, descontando o IR.

Como funciona na prática

O funcionamento do CDB é simples: você escolhe um banco emissor, aplica um valor e recebe de volta o principal mais os juros no vencimento (ou conforme a liquidez). A rentabilidade é definida no momento da aplicação e não muda durante o período.

Exemplo prático: você investe R$ 10.000 em um CDB que paga 110% do CDI por 1 ano. Com CDI a 14,32% ao ano (jan/2026), sua rentabilidade bruta seria 15,75% ao ano. Após IR de 17,5% (prazo de 361-720 dias), o rendimento líquido fica em torno de 13% ao ano.

Os juros podem ser pagos no vencimento (mais comum) ou periodicamente (CDB com pagamento de cupons). A maioria dos investidores iniciantes opta por CDBs com pagamento no vencimento, pois é mais simples e permite reinvestimento automático dos juros.

Tipos de CDB

1. CDB Prefixado

A taxa é definida no momento da aplicação e não muda. Exemplo: CDB prefixado a 14% ao ano. Você já sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. Ideal quando você acredita que os juros vão cair.

2. CDB Pós-fixado (% do CDI)

A rentabilidade acompanha um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Exemplo: CDB 110% do CDI. Se o CDI subir, você ganha mais. Se cair, ganha menos. É o tipo mais comum e oferece proteção contra mudanças na Selic.

3. CDB Híbrido (IPCA+)

Combina inflação (IPCA) com uma taxa prefixada. Exemplo: IPCA + 6% ao ano. Garante que seu dinheiro não perca poder de compra e ainda rende acima da inflação. Ideal para prazos longos (5+ anos).

Rentabilidade e quanto rende

A rentabilidade de um CDB depende de três fatores: percentual do CDI oferecido, prazo de aplicação e emissor. CDBs de bancos menores tendem a pagar mais (110%-130% do CDI), enquanto grandes bancos pagam menos (95%-105% do CDI).

Simulação com R$ 10.000 por 1 ano (jan/2026):

  • CDB 100% do CDI: Rende ~R$ 1.182 líquido (após IR 17,5%)
  • CDB 110% do CDI: Rende ~R$ 1.300 líquido (após IR 17,5%)
  • CDB 120% do CDI: Rende ~R$ 1.418 líquido (após IR 17,5%)

Compare com a poupança: os mesmos R$ 10.000 renderiam ~R$ 800 em 1 ano. A diferença é de R$ 382 a R$ 618, dependendo do CDB escolhido. Quanto maior o percentual do CDI, maior a rentabilidade.

Quando faz sentido investir em CDB

O CDB faz sentido quando você busca rentabilidade superior à poupança com segurança do FGC. É ideal para reserva de emergência (CDB liquidez diária), objetivos de médio prazo (1-3 anos) e para quem quer começar a diversificar sem assumir risco de mercado.

Critérios para considerar CDB:

  • Você busca previsibilidade de rentabilidade
  • Precisa de proteção do FGC (até R$ 250 mil)
  • Quer superar a poupança sem risco de ações
  • Tem objetivo de médio prazo (6 meses a 3 anos)
  • Pode manter o dinheiro investido até o vencimento

Quando NÃO faz sentido: se você precisa do dinheiro a qualquer momento (prefira CDB liquidez diária), se busca isenção de IR (considere LCI/LCA), ou se aceita mais risco para potencial de ganho maior (considere ações ou fundos imobiliários).

Custos, IR e riscos

Custos

CDBs não têm taxa de administração ou custódia na maioria das corretoras. O custo está embutido na rentabilidade oferecida. Verifique se há taxa de abertura de conta ou manutenção na instituição escolhida.

Imposto de Renda

CDB segue a tabela regressiva de IR sobre o rendimento:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • 181 a 360 dias: 20%
  • 361 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

Além disso, há IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para resgates em menos de 30 dias. A alíquota é regressiva de 96% (1 dia) a 0% (30 dias). Por isso, evite resgatar CDB em menos de 1 mês.

Riscos

O principal risco do CDB é o risco de crédito: o banco quebrar e não pagar. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF e por banco, mas valores acima disso ficam descobertos. Diversifique entre bancos se investir mais de R$ 250 mil.

Há também o risco de liquidez em CDBs com prazo definido: você não consegue resgatar antes do vencimento sem perder rentabilidade. Por fim, há o risco de oportunidade: se a Selic subir muito, CDBs prefixados ou pós-fixados antigos podem ficar menos atrativos que novas opções.

Check rápido: 5 critérios antes de investir

  • 1. Percentual do CDI: Busque CDBs que pagam pelo menos 100% do CDI. Abaixo disso, você está emprestando dinheiro barato ao banco.
  • 2. Prazo e liquidez: CDB liquidez diária permite resgate a qualquer momento. CDB com prazo definido exige que você mantenha o dinheiro até o vencimento.
  • 3. Proteção do FGC: Verifique se o emissor tem cobertura do FGC. Evite concentrar mais de R$ 250 mil em um único banco.
  • 4. Solidez do emissor: Prefira bancos com boa classificação de risco. Bancos menores pagam mais, mas têm risco de crédito maior.
  • 5. IR no prazo: Se possível, mantenha por mais de 720 dias para pagar apenas 15% de IR. Evite resgatar em menos de 30 dias (IOF).

Perguntas frequentes (FAQ)

CDB é melhor que poupança?

Depende do prazo e da rentabilidade oferecida. Com Selic a 15% (jan/2026), CDBs que pagam acima de 100% do CDI superam a poupança (0,5% + TR ao mês). Exemplo: CDB 110% do CDI rende ~14,85% ao ano, enquanto a poupança rende ~8% ao ano.

Qual o valor mínimo para investir em CDB?

Varia por banco e produto. Encontra-se CDBs com mínimo de R$ 100 a R$ 1.000. Alguns bancos digitais oferecem CDB sem valor mínimo. Consulte sempre as condições antes de investir.

CDB tem proteção do FGC?

Sim. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Isso protege seu dinheiro caso o banco quebre.

Posso resgatar CDB antes do vencimento?

Depende do tipo de CDB. CDB com liquidez diária permite resgate a qualquer momento. CDB com prazo definido normalmente não permite resgate antecipado sem perda de rentabilidade. Sempre verifique as condições do produto.

CDB paga imposto?

Sim. Há desconto de IR sobre o rendimento na tabela regressiva: 22,5% (até 180 dias), 20% (181-360 dias), 17,5% (361-720 dias) e 15% (acima de 720 dias). Há também IOF para resgates em menos de 30 dias.

Veja também:

  • Calculadora de CDB, LCI e LCA
  • Poupança vs Tesouro Selic: qual escolher em 2026?
Adriano Freire - Assessor de Investimentos

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Assessor de Investimentos | ANCORD nº 50352

Adriano Freire é Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários), com registro nº 50352. Especialista em educação financeira e assessoria personalizada sobre investimentos e mercado financeiro.

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