Como Investir em CDB: Passo a Passo para Começar em 2026

💬 Na minha experiência como assessor (ANCORD nº 50352): o erro mais comum de quem começa é comprar o CDB do banco grande onde já tem conta. Na prática, vejo clientes saírem de um CDB de banco grande a 98% do CDI para um CDB de banco médio a 110% do CDI — ambos cobertos pelo FGC até R$ 250 mil — e ganharem mais sem assumir risco relevante. O que importa não é o nome do banco, é o % do CDI dentro do limite do FGC.
Para investir em CDB você abre conta em uma corretora (ou banco), escolhe um CDB pelo % do CDI, pelo prazo de vencimento e pela liquidez, e aplica — tudo em poucos minutos. O CDB é um empréstimo que você faz a um banco em troca de juros, é coberto pelo FGC até R$ 250 mil e costuma render bem mais que a poupança. Abaixo está o passo a passo completo para começar do zero em 2026.
Aviso legal: Este conteúdo é exclusivamente educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer produto. Elaborado por Adriano Freire, Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD nº 50352. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.
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O que você vai aprender neste artigo:
- O que é CDB, em linguagem simples
- Passo a passo para investir: corretora ou banco, abrir conta e aplicar
- Tipos de CDB: pós-fixado, prefixado e IPCA+ — quando usar cada um
- Tributação: tabela de IR regressivo e o IOF dos primeiros 30 dias
- FGC: até quanto você está protegido
- Quanto rende: exemplo com R$ 10 mil a 100% do CDI
O que é CDB (de forma simples)
CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Na prática, quando você compra um CDB está emprestando dinheiro ao banco. Em troca, o banco devolve o valor com juros ao final do prazo combinado. É exatamente o contrário de um empréstimo comum: aqui, quem paga juros é o banco, e quem recebe é você.
O banco usa esse dinheiro para emprestar a outros clientes (financiamentos, crédito, cartão). É um dos investimentos mais simples e acessíveis do Brasil: muitos CDBs têm aplicação mínima a partir de R$ 1 e podem render mais do que a poupança e do que o próprio Tesouro Selic, dependendo do % do CDI oferecido. Se quiser comparar com outros produtos isentos de imposto, veja a diferença entre CDB, LCI e LCA.
Passo a passo para investir em CDB
Passo 1 — Escolha onde investir: corretora ou banco
Você pode comprar CDB no seu banco ou em uma corretora de valores. A corretora costuma ser a melhor opção: ela reúne CDBs de dezenas de bancos diferentes numa mesma plataforma, o que permite comparar e escolher os que pagam mais % do CDI. O banco tradicional geralmente oferece só os próprios CDBs, muitas vezes a taxas mais baixas.
Passo 2 — Abra a conta (é grátis)
A abertura de conta em corretora é gratuita, 100% online e leva poucos minutos. Você preenche seus dados, envia um documento e uma selfie, e a conta é aprovada em geral no mesmo dia. Não há taxa de manutenção nem corretagem para investir em renda fixa.
Passo 3 — Transfira o dinheiro
Com a conta aprovada, transfira o valor que vai investir, normalmente por Pix, que cai na hora. O dinheiro fica disponível na sua conta da corretora, pronto para ser aplicado.
Passo 4 — Escolha o CDB
Aqui está o coração da decisão. Na lista de renda fixa, olhe três informações de cada CDB:
- % do CDI — quanto o CDB paga em relação ao CDI. Um CDB a 100% do CDI acompanha integralmente o índice; a 110% do CDI, rende mais. Quanto maior, melhor (desde que dentro do FGC).
- Prazo de vencimento — a data em que o banco devolve o dinheiro com juros. Pode ser de meses a vários anos.
- Liquidez — pode ser diária (você resgata quando quiser) ou no vencimento (o dinheiro fica preso até a data final, em geral pagando um % do CDI mais alto em troca).
Passo 5 — Confirme a aplicação
Digite o valor, revise prazo, taxa e liquidez, e confirme. Pronto: o CDB aparece na sua carteira e começa a render no mesmo dia útil. Para ter uma noção de números antes de aplicar, use o Simulador de CDB.
Tipos de CDB: pós-fixado, prefixado e IPCA+
Existem três formas de remuneração. Saber qual usar em cada situação evita escolhas ruins:
| Tipo | Como rende | Quando usar |
|---|---|---|
| Pós-fixado (% do CDI) | Acompanha o CDI. Ex.: 100% do CDI | O mais comum. Ideal para reserva e quando a Selic está alta |
| Prefixado | Taxa fixa travada na compra. Ex.: 13% ao ano | Quando você acredita que os juros vão cair e quer travar a taxa |
| IPCA+ (híbrido) | Inflação (IPCA) mais uma taxa fixa. Ex.: IPCA + 6% | Para metas de longo prazo, protegendo o poder de compra |
Para quem está começando e quer simplicidade, o pós-fixado a 100% do CDI ou mais com liquidez diária costuma ser o ponto de partida — especialmente em 2026, com a Selic a 14,25% e o CDI a 14,15% ao ano.
Tributação do CDB: IR regressivo e IOF
O CDB paga Imposto de Renda apenas sobre o lucro (os juros), nunca sobre o valor investido. A alíquota cai quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado — é a chamada tabela regressiva. O imposto é retido automaticamente no resgate; você não precisa pagar nada manualmente.
| Prazo da aplicação | Alíquota de IR (sobre o lucro) |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
Além do IR, existe o IOF, que incide apenas nos primeiros 30 dias de aplicação e também é regressivo: começa em 96% do lucro no 1º dia e zera no 30º dia. Na prática, se você não resgatar no primeiro mês, o IOF não te afeta. Para entender a tabela em detalhe, veja como funciona o IR regressivo na renda fixa.
FGC: a garantia do CDB
O CDB é coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Se o banco emissor quebrar, o FGC devolve seu dinheiro (valor investido mais juros) até o limite de R$ 250.000 por CPF por instituição financeira. Há ainda um teto global de R$ 1.000.000 a cada 4 anos, somando todas as instituições.
Na prática, isso significa que um CDB de banco médio com taxa atraente tem o mesmo nível de proteção de um CDB de banco grande, desde que você respeite o limite por instituição. Por isso vale distribuir valores acima de R$ 250 mil entre bancos diferentes. Entenda os detalhes em como funciona o FGC e a proteção de R$ 250 mil.
📌 Regra de ouro: nunca concentre mais de R$ 250 mil (incluindo os juros previstos) em CDBs de uma mesma instituição. Acima disso, o excedente fica fora da cobertura do FGC.
Quanto rende um CDB: exemplo com R$ 10.000
Vamos a um exemplo prático com os números de junho/2026: CDI a 14,15% ao ano. Imagine R$ 10.000 em um CDB pós-fixado a 100% do CDI por 12 meses:
Valor investido: R$ 10.000
CDB a 100% do CDI (14,15% a.a.) por 12 meses
Rendimento bruto: ≈ R$ 1.415
IR (prazo superior a 1 ano, 17,5% sobre o lucro): ≈ R$ 248
Rendimento líquido: ≈ R$ 1.167
Veja como o prazo e o % do CDI mudam o resultado. Os valores líquidos abaixo são aproximados, considerando R$ 10.000 e a alíquota de IR correspondente a cada prazo:
| Cenário | Bruto | IR | Líquido |
|---|---|---|---|
| 100% CDI — 6 meses | R$ 685 | R$ 154 (22,5%) | R$ 531 |
| 100% CDI — 12 meses | R$ 1.415 | R$ 248 (17,5%) | R$ 1.167 |
| 110% CDI — 12 meses | R$ 1.567 | R$ 274 (17,5%) | R$ 1.293 |
| 100% CDI — 2 anos | R$ 3.034 | R$ 455 (15%) | R$ 2.579 |
Valores aproximados, CDI a 14,15% a.a. (Selic 14,25%, junho/2026). IR conforme a tabela regressiva sobre o lucro. Resultados reais variam com a taxa contratada e a oscilação do CDI ao longo do período.
Calculadora: quanto rende o CDI
Informe o valor, o prazo e o % do CDI e veja o rendimento líquido do seu CDB, já com o IR descontado.
Acessar calculadora →Como escolher o CDB certo para você
1. Defina o objetivo antes da taxa. Se o dinheiro é para reserva de emergência, priorize liquidez diária a 100% do CDI ou mais — você precisa poder resgatar a qualquer momento. Se é para uma meta com data definida, um CDB com resgate no vencimento costuma pagar um % do CDI mais alto.
2. Banco médio paga mais, mas confira o FGC. Bancos menores oferecem taxas maiores (110%, 115% do CDI) para captar recursos. Isso é seguro dentro do limite do FGC de R$ 250 mil por CPF por instituição — então vale a pena, desde que respeitado o teto.
3. Compare sempre o líquido. Um CDB tributado pode render menos que uma LCI isenta de IR com taxa parecida. Antes de fechar, compare no comparador de CDB, LCI e LCA e explore mais opções no hub de investimentos.
Respostas Rápidas
Quanto rende um CDB hoje?
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Com o CDI a 14,15% ao ano (Selic 14,25% em junho/2026), R$ 10 mil em um CDB a 100% do CDI rendem cerca de R$ 1.415 brutos em 12 meses, ou aproximadamente R$ 1.167 líquidos após o IR de 17,5% sobre o lucro.
CDB tem imposto?
▾
Sim. O CDB paga IR regressivo só sobre o lucro: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Há IOF apenas nos primeiros 30 dias.
CDB é seguro?
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Sim. O CDB é coberto pelo FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Dentro desses limites, seu dinheiro é devolvido mesmo se o banco quebrar.
Existe CDB com liquidez diária?
▾
Sim. Muitos CDBs pós-fixados oferecem liquidez diária, permitindo resgate a qualquer momento — ideal para reserva de emergência. Já os CDBs com resgate no vencimento tendem a pagar um % do CDI mais alto.
Qual % do CDI é bom em um CDB?
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Para liquidez diária, 100% do CDI ou mais já é competitivo. Em CDBs com prazo até o vencimento, bancos médios costumam pagar de 105% a 115% do CDI — sempre dentro do limite do FGC de R$ 250 mil por instituição.
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Adriano Freire
Assessor de Investimentos | ANCORD nº 50352
Adriano Freire é Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários), com registro nº 50352. Especialista em educação financeira e assessoria personalizada sobre investimentos e mercado financeiro.
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