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Imposto de Renda

Como Declarar Criptomoedas no IR 2026

10 de fevereiro de 2026•16 min de leitura

Aviso legal: Este conteúdo é educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. As simulações são baseadas em taxas vigentes na data de publicação e podem variar. Consulte um profissional certificado antes de investir.

Com cripto, o desafio do IR quase sempre é organização: custo, quantidadee histórico. Sem isso, a apuração de ganhos vira estimativa e aumenta risco de erro. Abaixo vai um passo a passo com foco em Bens e Direitos e em como pensar nas operações.

O que você vai aprender neste artigo:

  • Quais documentos guardar (exchange, PIX, carteiras)
  • Onde declarar Bitcoin, altcoins e stablecoins em Bens e Direitos
  • Como manter custo médio (com taxas)
  • Como pensar em ganhos em vendas/trocas e quando pode existir DARF
  • Erros comuns que geram inconsistências
Profissional em traje formal indicando formulário de declaração de criptomoedas Receita Federal com Bitcoin e Ethereum de ouro e fogo ao fundo

📌 Exemplo do dia a dia: comprar um pouco de cripto em vários dias é comum. Na hora do IR, aparece a dúvida: “qual valor uso?”. O caminho mais consistente costuma ser manter custo de aquisição (preço médio) e atualizar sempre que houver compra/venda/troca.

1. Documentos e registros: o mínimo para declarar bem

Nem sempre existe “informe” completo em cripto. Por isso, vale juntar extratos e comprovantes que sustentem custo e quantidade.

FonteO que guardar
ExchangeHistórico de ordens, taxas e extratos de movimentação
Banco/PIXComprovantes de envio/recebimento para a exchange
WalletEndereços e registros (para rastreabilidade)

Checklist rápido de organização

  • Separar extratos por exchange e por wallet
  • Manter custo de aquisição em reais (incluindo taxas)
  • Registrar data e tipo de operação (compra, venda, troca)

Atenção: operações em cripto podem ter regras específicas no ano (inclusive para trocas). Quando houver dúvida, a orientação oficial do ano costuma ser a melhor referência.

Sobre imposto e DARF (visão geral)

Quando existe ganho tributável, pode existir recolhimento via DARF conforme a regra vigente no ano. Em caso de operações frequentes, relatórios e suporte profissional ajudam a reduzir risco de inconsistência.

2. Onde declarar Bitcoin, altcoins e stablecoins em Bens e Direitos

No programa do IR, é comum que cripto seja declarada em Bens e Direitos, no Grupo “08 – Criptoativos”, escolhendo o tipo do ativo. A posição costuma ser informada pelo custo de aquisição, não pelo valor de mercado.

O que costuma entrar na discriminação

  • Ativo e quantidade (ex.: 0,015 BTC)
  • Onde está custodiado (exchange ou carteira)
  • Custo total em reais (com taxas)
  • Data/forma de aquisição (conforme registros)

Exemplo (cenário hipotético): custo médio

Compra 1: 0,010 BTC por R$ 2.000

Compra 2: 0,005 BTC por R$ 1.100

Taxas: R$ 10

Custo total: R$ 3.110

Preço médio: R$ 3.110 ÷ 0,015 = R$ 207.333,33 por BTC

3. Custo médio: como incluir compras, vendas e taxas

A lógica do ganho costuma ser: valor de venda menos custo de aquisição (ajustado por taxas). Um ponto que confunde é a troca entre moedas. Dependendo da regra do ano, troca pode ser tratada como alienação e exigir apuração.

Como eu penso nisso: eu registro cada operação como uma linha completa: quantidade, valor em reais, taxa e onde a moeda ficou custodiada. Na hora do IR, isso vira conferência.

Exemplo (cenário hipotético): ganho em venda

Venda: 0,010 BTC por R$ 2.400

Custo (preço médio): 0,010 × R$ 207.333,33 = R$ 2.073,33

Taxas: R$ 8

Ganho: R$ 2.400 − R$ 2.073,33 − R$ 8 = R$ 318,67

Imposto (se aplicável): depende da regra vigente no ano

✅ Resumo: com custo bem registrado, a declaração fica mais previsível. Sem custo, apuração vira “achismo” e aumenta risco de inconsistência.

⚠️ Erros comuns que eu vejo na prática:

  • • Declarar pelo valor de mercado em 31/12 sem manter custo
  • • Misturar exchanges/wallets e perder rastreabilidade
  • • Ignorar taxas (elas mudam custo e ganho)

Evite uma armadilha comum

“Print de saldo” raramente sustenta custo. O que costuma ajudar é histórico de transações + comprovantes de entrada/saída, especialmente quando há movimentação em wallets.

4. Vendas e trocas: como pensar na apuração do ganho

Além da declaração anual, há serviço oficial para declaração de operações com criptoativos em certas situações. As regras e limites podem variar, então faz sentido conferir no ano da declaração se existe obrigação adicional no seu caso.

Links úteis (oficiais)

  • Receita Federal (Meu Imposto de Renda)
  • Serviço oficial: declarar operações com criptoativos
  • Sicalc (emissão de DARF)
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1. Onde Declarar Criptomoedas

Onde declarar criptomoedas no IR 2026?

Normalmente em Bens e Direitos, no grupo de Criptoativos.

Declaro pelo custo ou pelo valor de mercado?

Em geral, pelo custo de aquisição. A variação costuma aparecer quando há alienação e apuração.

Troca entre criptos pode gerar imposto?

Dependendo da regra vigente, troca pode ser tratada como alienação. Conferir a orientação oficial no ano ajuda.

Existe reporte adicional de operações?

Em algumas situações, sim. O serviço oficial no Gov.br é um bom ponto de partida para confirmar.

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Veja também:

  • Como Declarar Ações no Imposto de Renda 2026
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Adriano Freire - Assessor de Investimentos

Adriano Freire

Assessor de Investimentos | ANCORD nº 50352

Adriano Freire é Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários), com registro nº 50352. Especialista em educação financeira e assessoria personalizada sobre investimentos e mercado financeiro.

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Simulações, calculadoras e guias sobre renda fixa, Tesouro Direto e finanças pessoais.

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