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ETF de Bitcoin na B3 2026: BITH11 x QBTC11 x HASH11 x IBIT39

2 de julho de 2026·13 min de leitura·Por Adriano Freire, ANCORD nº 50352
Holograma de moeda de Bitcoin flutuando sobre mesa escura representando ETFs de Bitcoin negociados na B3

Quem quer exposição ao Bitcoin sem abrir conta em exchange nem lidar com carteira digital já tem, em 2026, várias opções listadas na B3. Três são ETFs de Bitcoin puro — BITH11, QBTC11 e o BDR IBIT39 —, e há ainda o HASH11, o maior e mais conhecido ETF de cripto da bolsa, que na verdade replica um índice diversificado (dominado por Bitcoin, mas com outras criptomoedas). Taxa de administração, tamanho do fundo e estrutura de custódia variam entre eles — e isso afeta diretamente o retorno líquido no longo prazo.

Neste guia, comparamos os quatro produtos lado a lado, explicamos como funciona a tributação de renda variável aplicada a eles (sem a isenção de R$ 20 mil/mês das ações) e mostramos em que situação cada ETF costuma fazer mais sentido.

LEIA MAIS: O Que é Bitcoin: Guia Completo 2026 · Veja também o guia completo de ETFs de ações (BOVA11, IVVB11).

Aviso legal: Este conteúdo é exclusivamente educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer produto. Elaborado por Adriano Freire, Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD nº 50352. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.

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💡 Resumo rápido:

  • BITH11: ETF de Bitcoin puro, menor taxa entre os nacionais — 0,70% a.a.
  • QBTC11: ETF de Bitcoin puro, gerido pela QR Asset, ~99% em BTC, gestão passiva
  • HASH11: maior ETF de cripto da B3, mas é um índice (Nasdaq Crypto Index, ~72% BTC) — não é Bitcoin puro
  • IBIT39: BDR do IBIT de Bitcoin (BlackRock), taxa anunciada de 0,25% mas custo efetivo ~0,55% a.a.
  • Tributação: 15% sobre o ganho, sem isenção de R$ 20 mil/mês, DARF código 6015
  • Proteção: nenhum tem FGC — risco de mercado (Bitcoin) e de gestão do fundo
  • Como comprar: mesma corretora e mesma conta usada para ações e ETFs de ações

📋 O que este guia cobre

  1. Comparativo: BITH11 x QBTC11 x HASH11 x IBIT39
  2. Como funciona um ETF de Bitcoin
  3. Taxas reais: por que o anunciado nem sempre é o cobrado
  4. Tributação: 15% sem a isenção de R$ 20 mil
  5. Exemplo numérico: quanto uma taxa mais alta custa em 5 anos
  6. ETF x comprar Bitcoin diretamente: prós e contras
  7. Quando cada ETF costuma fazer mais sentido
  8. Riscos: o que um ETF de Bitcoin não elimina
  9. Perguntas frequentes

Comparativo: BITH11 x QBTC11 x HASH11 x IBIT39

Três desses produtos (BITH11, QBTC11 e IBIT39) dão exposição a Bitcoin puro; o HASH11 replica um índice de criptomoedas dominado por Bitcoin. Todos diferem em estrutura, tamanho e custo. Veja o comparativo direto:

ETFEstruturaTaxa anunciadaDestaque
BITH11ETF nacional puro de Bitcoin0,70% a.a.Menor taxa entre os ETFs nacionais
QBTC11Gerido pela QR Asset, ~99% em BTC—Gestão passiva de acompanhamento do preço
HASH11ETF de índice cripto (Nasdaq Crypto Index, ~72% BTC) — não é Bitcoin puro—Pioneiro e maior patrimônio do segmento cripto
IBIT39BDR do IBIT (BlackRock, EUA)0,25% (baseline)Custo efetivo real ~0,55% a.a.

Fonte: B3 (b3.com.br), gestores e Investing.com Brasil, dados de 2026. Composição do HASH11 conforme o Nasdaq Crypto Index (peso de Bitcoin em torno de 70%, revisado periodicamente). Taxas de administração sujeitas a alteração pelos gestores — confira o regulamento vigente antes de investir.

💡 Importante: Nenhum desses ETFs promete replicar o Bitcoin com precisão perfeita. Custos de administração, spread de negociação e eventuais diferenças de rebalanceamento fazem o retorno do fundo divergir ligeiramente do preço "puro" do ativo — esse desvio chama-se tracking error.

Como funciona um ETF de Bitcoin na prática?

Um ETF (Exchange Traded Fund) de Bitcoin é um fundo de investimento cujas cotas são negociadas em bolsa, como se fossem ações. O gestor do fundo detém Bitcoin (diretamente ou, no caso de um BDR, replicando um fundo estrangeiro que detém Bitcoin) e emite cotas proporcionais a esse patrimônio. Ao comprar uma cota, você não recebe Bitcoin diretamente na sua carteira — você se torna cotista de um fundo que possui o ativo.

Vale a distinção: BITH11, QBTC11 e IBIT39 são fundos de Bitcoin puro — 100% (ou quase) do patrimônio está em BTC. Já o HASH11 segue o Nasdaq Crypto Index (NCI), uma cesta com várias criptomoedas em que o Bitcoin é apenas o maior componente (em torno de 70% da carteira, com o restante em Ethereum e outras). Quem busca exposição exclusiva a Bitcoin precisa ter isso claro ao escolher.

Na prática, isso elimina a necessidade de abrir conta em exchange de criptoativos, gerenciar chaves privadas ou se preocupar com custódia própria. A compra é feita pela mesma corretora e pelo mesmo home broker que você já usa para ações, Tesouro Direto e outros ETFs — o ticker entra na tela de negociação como qualquer outro ativo listado na B3.

Taxas reais: por que o anunciado nem sempre é o cobrado

O caso do IBIT39 ilustra um ponto importante ao comparar ETFs de Bitcoin: a taxa "baseline" anunciada nem sempre reflete o custo total suportado pelo cotista brasileiro. O IBIT39 divulga uma taxa de administração de 0,25% ao ano — a mesma cobrada pelo fundo americano original —, mas, por ser um BDR (recibo que replica o fundo estrangeiro em reais, negociado na B3), soma-se a isso um custo estrutural de custódia internacional que eleva o custo efetivo para perto de 0,55% ao ano.

Já o BITH11, por ser um ETF nacional com estrutura mais simples, cobra 0,70% ao ano de forma direta, sem custos adicionais de custódia internacional embutidos. A diferença entre "taxa anunciada" e "custo efetivo" é o primeiro número que vale checar antes de decidir — não apenas o percentual em destaque no material de divulgação.

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Tributação: 15% sobre o ganho, sem a isenção de R$ 20 mil

Ganhos de capital na venda de ETFs de Bitcoin na B3 são tributados como renda variável, à alíquota fixa de 15% sobre o lucro líquido apurado no mês — não existe a isenção de R$ 20 mil em vendas mensais que vale para ações individuais. Essa é a mesma regra aplicada a outros ETFs de renda variável, como os de ações (BOVA11, IVVB11).

ItemRegra aplicada ao ETF de Bitcoin
Alíquota sobre o ganho15%, fixa, independentemente do valor vendido no mês
Isenção de R$ 20 mil/mêsNão se aplica (exclusiva de ações individuais)
RecolhimentoDARF código 6015, gerado e pago pelo próprio investidor
Prazo do DARFAté o último dia útil do mês seguinte ao da venda com lucro
Declaração anualFicha "Bens e Direitos", grupo 07 (Fundos), pelo custo de aquisição

Fonte: Receita Federal (Lei nº 11.033/2004 e IN RFB) e B3. Regime de renda variável aplicado a ETFs — cálculos e interpretações com fins educacionais.

Não confunda com a tributação do Bitcoin direto

Comprar Bitcoin diretamente numa exchange segue a regra específica de criptoativos, com isenção de ganho de capital até R$ 35 mil vendidos por mês. Comprar um ETF de Bitcoin na B3 é diferente: segue a regra de renda variável, sem essa isenção. São dois regimes tributários distintos para exposição ao mesmo ativo.

Respostas Rápidas

Preciso declarar o ETF de Bitcoin mesmo sem ter vendido?

▾

Sim. Mesmo sem venda no ano, as cotas em custódia em 31 de dezembro devem constar na ficha 'Bens e Direitos', pelo valor de custo de aquisição — não pelo valor de mercado atualizado.

ETF de Bitcoin paga dividendos?

▾

Não. Assim como os ETFs de ações negociados na B3, os ETFs de Bitcoin não distribuem rendimentos em dinheiro. Todo o ganho (ou perda) só é realizado no momento da venda das cotas.

Exemplo numérico: quanto uma taxa mais alta custa em 5 anos

Para visualizar o impacto da taxa de administração no longo prazo, veja uma simulação educacional simplificada com um aporte único de R$ 10.000, supondo — apenas para fins de comparação de custo — a mesma valorização do ativo-base nos dois cenários, variando apenas a taxa de administração do ETF:

Simulação de custo de taxa em 5 anos (educacional):

Aporte único: R$ 10.000,00

Cenário A — taxa de 0,70% a.a. (ex.: BITH11): custo acumulado ≈ R$ 356

Cenário B — custo efetivo de 0,55% a.a. (ex.: IBIT39): custo acumulado ≈ R$ 280

⚠️ Aviso: Simulação exclusivamente educacional, isolando apenas o efeito da taxa de administração sobre um valor fixo, sem considerar a valorização ou desvalorização do Bitcoin no período — que é o principal fator de risco e retorno do investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

ETF de Bitcoin ou comprar Bitcoin diretamente: prós e contras

A decisão entre comprar um ETF na B3 ou Bitcoin diretamente numa exchange passa por três pontos práticos: custódia, tributação e liquidez.

AspectoETF de Bitcoin (B3)Bitcoin direto (exchange)
CustódiaFeita pelo gestor do fundo, sem gerenciar chavesVocê (ou a exchange) guarda o ativo diretamente
Isenção de IRNenhuma — 15% sobre qualquer ganhoIsento até R$ 35 mil vendidos no mês
Onde comprarCorretora de valores (home broker)Exchange de criptoativos
Custo recorrenteTaxa de administração do fundo (0,25% a 0,70% a.a.)Sem taxa de administração; taxas de negociação por operação

Fonte: B3 (borainvestir.b3.com.br) e Receita Federal. Comparativo educacional — não representa recomendação de uma via em detrimento da outra.

LEIA MAIS: Como Declarar Criptomoedas no IR 2026

Quando cada ETF costuma fazer mais sentido?

Não existe um ETF "certo" para todo mundo — a escolha costuma variar conforme a prioridade de cada investidor:

Prioridade é o menor custo nominal:

O BITH11 tende a ser o ponto de partida, por ter a menor taxa de administração declarada entre os ETFs nacionais puros de Bitcoin.

Prioridade é diversificar em cripto (não só Bitcoin):

O HASH11, por replicar um índice de várias criptomoedas (não só BTC) e ser o pioneiro e maior em patrimônio do segmento na B3, faz sentido para quem quer uma cesta de cripto num único ticker, com bom volume de negociação. Quem busca só Bitcoin deve preferir os fundos de BTC puro.

Prioridade é acompanhar o maior fundo global:

O IBIT39 replica o maior ETF de Bitcoin do mundo (gerido pela BlackRock), o que pode interessar a quem valoriza escala e histórico internacional — desde que aceite o custo efetivo mais alto que o anunciado.

Riscos: o que um ETF de Bitcoin não elimina

A estrutura de ETF resolve o problema operacional de custódia, mas não elimina o risco de mercado do ativo-base. O Bitcoin é historicamente um ativo de altíssima volatilidade, com oscilações de dezenas de pontos percentuais em curtos períodos — um ETF que segue esse preço reproduz essa mesma volatilidade nas cotas.

  • Risco de mercado: o preço do Bitcoin pode cair de forma acentuada, e o valor da cota do ETF acompanha essa queda
  • Sem proteção do FGC: diferente de CDB, LCI e LCA, não há garantia de capital por nenhum fundo garantidor
  • Tracking error: o retorno do ETF pode divergir ligeiramente do preço do Bitcoin, por custos e mecânica de rebalanceamento
  • Risco de liquidez: ETFs menores podem ter menor volume diário, ampliando o spread entre preço de compra e venda

💬 Perspectiva do assessor

"Na minha experiência como assessor, o maior erro que vejo em quem migra de Bitcoin direto para o ETF é achar que a estrutura regulada elimina a volatilidade do ativo. Ela não elimina — só resolve a parte operacional de custódia e facilita a declaração. O risco de o preço do Bitcoin cair 30% em poucos meses continua exatamente o mesmo, só que dentro de um envelope mais familiar para quem já opera em bolsa."

"Quando alguém me pergunta se vale trocar o Bitcoin direto pelo ETF, a resposta costuma depender de para que serve aquela posição na carteira: se é uma alocação pequena e de longo prazo dentro de uma estratégia diversificada, a simplicidade tributária e operacional do ETF costuma pesar mais do que a isenção de R$ 35 mil do criptoativo direto — que só importa mesmo para quem movimenta valores relevantes."

Perguntas frequentes sobre ETFs de Bitcoin na B3

Quais são os ETFs de Bitcoin disponíveis na B3 em 2026?

Para exposição a Bitcoin puro, os principais são o BITH11 e o QBTC11 (ETFs nacionais) e o IBIT39, um BDR (Brazilian Depositary Receipt) que replica o IBIT, o maior ETF de Bitcoin dos Estados Unidos, administrado pela BlackRock. Há ainda o HASH11, o maior ETF de cripto da B3, mas ele não é Bitcoin puro: replica um índice diversificado de criptomoedas (Nasdaq Crypto Index), do qual o Bitcoin é o maior componente.

O HASH11 é um ETF de Bitcoin puro?

Não. O HASH11 replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), uma cesta com várias criptomoedas — Bitcoin é o maior peso (em torno de 70% da carteira), seguido por Ethereum e outras. Se o objetivo é exposição exclusiva a Bitcoin, os fundos de Bitcoin puro (BITH11, QBTC11 ou IBIT39) são os que acompanham apenas o BTC; o HASH11 serve a quem quer uma cesta diversificada de cripto num único ticker.

Qual ETF de Bitcoin tem a menor taxa na B3?

Entre os ETFs puros de Bitcoin listados na B3, o BITH11 tem a menor taxa de administração, de 0,70% ao ano. O IBIT39 anuncia uma taxa baseline de 0,25%, mas o custo efetivo real fica próximo de 0,55% ao ano por causa das despesas estruturais de custódia do BDR — é preciso olhar o custo total, não só a taxa anunciada.

ETF de Bitcoin tem a isenção de R$ 20 mil por mês como as ações?

Não. Essa isenção vale apenas para vendas de ações individuais. ETFs — inclusive os de Bitcoin — são tributados a uma alíquota fixa de 15% sobre o ganho líquido em qualquer valor de venda, sem limite de isenção mensal, com recolhimento por DARF feito pelo próprio investidor.

ETF de Bitcoin na B3 tem proteção do FGC?

Não. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre apenas produtos bancários como CDB, LCI e LCA, até R$ 250 mil por CPF e instituição. ETFs de Bitcoin são fundos de investimento em renda variável — o risco é de mercado (oscilação de preço do próprio Bitcoin) e de gestão, sem qualquer garantia de capital.

Qual a diferença entre comprar um ETF de Bitcoin e comprar Bitcoin diretamente numa exchange?

O ETF é negociado como uma ação, pela mesma conta na corretora que você já usa para ações e Tesouro Direto, com custódia e tributação de renda variável (15% sobre o ganho, sem a isenção de R$ 35 mil/mês do criptoativo direto). Comprar Bitcoin diretamente numa exchange, por outro lado, segue a tributação específica de criptoativos, com isenção de ganho de capital até R$ 35 mil vendidos no mês.

Vale mais a pena o ETF nacional (BITH11, QBTC11, HASH11) ou o BDR IBIT39?

Depende do que você busca. Os ETFs nacionais tendem a ter estrutura de custódia mais simples e, no caso do BITH11, taxa nominal menor. O IBIT39, por replicar o maior ETF de Bitcoin do mundo, tem a vantagem de acompanhar de perto o fundo mais líquido globalmente, mas com um custo efetivo mais alto que o anunciado, por causa da estrutura de BDR.

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Adriano Freire - Assessor de Investimentos

Adriano Freire

Assessor de Investimentos | ANCORD nº 50352

Adriano Freire é Assessor de Investimentos credenciado pela ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários), com registro nº 50352. Especialista em educação financeira e assessoria personalizada sobre investimentos e mercado financeiro.

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Adriano Freire

Assessor ANCORD

Educação financeira com dados do Banco Central e B3.

✓ ANCORD nº 50352 — Credenciado
✓ Dados Oficiais — BCB & B3
✓ Educacional — Sem recomendações

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